Economia

Adesivo eleitoral no carro pode anular seguro; entenda os riscos e regras para 2026

·há 2h
Adesivo eleitoral no carro pode anular seguro; entenda os riscos e regras para 2026
Adesivo eleitoral no carro pode anular seguro; entenda os riscos e regras para 2026

Com o início oficial da propaganda eleitoral para as eleições de 2026, motoristas do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba devem ficar atentos ao uso de adesivos em seus veículos. A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) alerta que a utilização de carros particulares em atividades de campanha, como carreatas ou transporte de materiais, pode configurar alteração no perfil de risco. Caso essa mudança não seja informada à seguradora, há risco real de negativa de indenização em caso de sinistro.

A seguradora define o valor da apólice baseada em fatores como região de circulação e finalidade de uso do automóvel. A participação em eventos políticos aumenta a exposição a colisões e vandalismo, o que exige uma atualização contratual. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o critério é puramente técnico e operacional, não havendo qualquer relação com a preferência política ou partido do proprietário do veículo.

Para evitar prejuízos financeiros, a orientação é que o segurado procure seu corretor antes de iniciar o uso eleitoral do carro. A companhia realizará um endosso na apólice para ajustar o contrato à nova realidade. Embora isso possa elevar ligeiramente o custo do prêmio, garante a segurança jurídica do motorista durante o período de campanha, que oficialmente começa neste domingo, 16 de agosto.

Além das questões contratuais, é preciso respeitar os limites da Justiça Eleitoral. São permitidos adesivos microperfurados no para-brisa traseiro ou adesivos de até 0,5 metro quadrado em outras partes da lataria. O descumprimento das normas de propaganda ou a colocação antecipada de materiais pode gerar multas pesadas, que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil. Com informações de Regionalzão.