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Associações comerciais mineiras solicitam adiamento de etapas da reforma tributária

·há 19 min
Associações comerciais mineiras solicitam adiamento de etapas da reforma tributária
Associações comerciais mineiras solicitam adiamento de etapas da reforma tributária

Um grupo de quase 1.500 associações comerciais, incluindo mais de 250 entidades de Minas Gerais, protocolou um manifesto junto ao Governo Federal solicitando o adiamento das etapas da reforma tributária previstas para 2027. A proposta, liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), sugere que as mudanças efetivas na cobrança de impostos sejam transferidas para janeiro de 2028, garantindo maior fôlego ao setor produtivo regional.

O principal argumento das entidades é que as empresas, especialmente os pequenos negócios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, necessitam de mais tempo para adaptar sistemas de gestão e calcular os novos custos operacionais. Existe uma preocupação latente sobre a complexidade da transição entre os sistemas tributários e a falta de definições claras sobre as alíquotas que serão aplicadas após a regulamentação total.

A CACB defende que o ano de 2027 seja utilizado exclusivamente para testes, sem o recolhimento efetivo dos novos tributos, permitindo que os empreendedores compreendam o impacto no fluxo de caixa e no Simples Nacional. Setores da economia mineira apontam que exigir a mudança sem regras definitivas pode gerar insegurança jurídica e financeira para os estabelecimentos locais.

Apesar da pressão empresarial, o calendário oficial da Receita Federal mantém o cronograma atual. Para 2027, estão previstas a extinção do PIS/Cofins e a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O Ministério da Fazenda reforçou que os prazos são constitucionais, o que dificulta alterações administrativas sem uma nova proposta de emenda à Constituição.

Com informações de Regionalzão.