Biodefensivos garantem soberania econômica e redução de custos no agronegócio regional

A instabilidade geopolítica global e a variação do dólar têm impulsionado uma mudança estratégica no campo brasileiro, com foco na adoção de biodefensivos. Diferente dos fertilizantes e químicos tradicionais, dependentes de importações da China e Rússia, as soluções biológicas permitem ao produtor nacionalizar a produção de insumos. Cerca de 90% desses produtos já são desenvolvidos em biofábricas no Brasil, criando uma blindagem cambial para as safras.
Especialistas da Embrapa defendem que o Manejo Integrado de Pragas (MIP) é fundamental para combater a resistência de pragas, como a cigarrinha do milho. A transição para o modelo biológico não descarta o uso químico, mas otimiza os processos, reduzindo a necessidade de sucessivas aplicações. Essa eficiência reflete diretamente na economia de combustível, menor desgaste de máquinas e redução na pegada de carbono das propriedades.
Além do ganho técnico, a adoção de práticas sustentáveis facilita o acesso ao chamado crédito verde. Instituições financeiras têm priorizado o financiamento com juros reduzidos para produtores que comprovam conformidade ambiental. A estratégia também atende às exigências de mercados internacionais rigorosos, como a União Europeia, garantindo a aceitação da produção nos portos globais. Com informações de Regionalzão.



