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Cultura

Cachaça de alambique e Casa de Dona Beja podem virar patrimônio cultural de Minas Gerais

·há 26 min·Araxá, MG
Cachaça de alambique e Casa de Dona Beja podem virar patrimônio cultural de Minas Gerais
Cachaça de alambique e Casa de Dona Beja podem virar patrimônio cultural de Minas Gerais

A produção tradicional de cachaça de alambique e monumentos históricos do Alto Paranaíba estão no centro de um processo de reconhecimento cultural em Minas Gerais. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) analisa propostas que visam elevar o modo de fazer a bebida e locais emblemáticos, como a Casa de Dona Beja, em Araxá, ao status de patrimônio imaterial e material do estado.

A iniciativa busca salvaguardar tradições que definem a identidade mineira e impulsionam a economia regional. A cachaça de alambique, em especial, possui forte presença no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde produtores mantêm técnicas seculares que diferenciam o produto no mercado nacional e internacional pela qualidade e artesanalidade.

Além do valor simbólico, o registro como patrimônio cultural facilita o acesso a recursos para preservação e promove o turismo histórico na região. A Casa de Dona Beja, um dos marcos mais visitados de Araxá, representa um capítulo fundamental da história mineira no século XIX, atraindo pesquisadores e visitantes anualmente.

Especialistas apontam que o reconhecimento oficial também fortalece as rotas gastronômicas do estado. Com a proteção legal, o modo de produção da cachaça ganha novos mecanismos contra a descaracterização industrial, garantindo a continuidade do legado das famílias produtoras da região.

O processo de tombamento e registro segue etapas rigorosas de documentação e análise técnica antes da aprovação final pelo Conselho Estadual de Patrimônio. A expectativa é que o reconhecimento atraia novos investimentos para o setor cultural e turístico do Triângulo e Alto Paranaíba nos próximos anos. Com informações de Bing News - Alto Paranaíba.