Cachaça mineira de alambique busca expansão e mira mercado internacional em 2025

A produção de cachaça de alambique em Minas Gerais vive um momento de transição, buscando consolidar sua presença no mercado internacional após um crescimento expressivo de 19,4% no volume exportado em 2025. Apesar dos números positivos, produtores do Triângulo Mineiro e de outras regiões do estado enfrentam o desafio de profissionalizar a gestão e padronizar a qualidade para atender às rígidas normas do comércio exterior. A tradição mineira, embora reconhecida, precisa agora de escala e estratégias comerciais robustas para competir globalmente.
Para superar essas barreiras, programas como a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e o agroBR têm desempenhado um papel fundamental na preparação dos alambiques. O foco das iniciativas é organizar a cadeia produtiva, garantindo que o pequeno e médio produtor consiga regularizar sua situação e acessar canais de venda em outros países. Especialistas apontam que a união setorial é o caminho para viabilizar os custos logísticos e de certificação que a exportação exige.
Especialistas do setor destacam que encontrar o consumidor certo, que valorize o diferencial artesanal da cachaça mineira, é o maior obstáculo atual. Além da qualidade sensorial, o mercado externo demanda uma constância de fornecimento que muitas vezes desafia a produção artesanal. Com o suporte técnico adequado, a expectativa é que a bebida se torne um dos principais embaixadores do agronegócio mineiro no mundo, transformando a herança cultural em divisas econômicas.
Com informações de Gazeta do Pontal.



