Agronegócio

Cafeicultores investem em geoprocessamento para mitigar riscos climáticos na região

·há 1h
Cafeicultores investem em geoprocessamento para mitigar riscos climáticos na região
Cafeicultores investem em geoprocessamento para mitigar riscos climáticos na região

A cafeicultura no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba tem buscado na tecnologia uma aliada essencial para enfrentar a instabilidade climática. Com o aumento de episódios de estiagem e temperaturas extremas, cooperativas como a Cooxupé, que possui forte atuação na região, intensificaram o uso de geoprocessamento e monitoramento em tempo real para orientar os produtores rurais.

O sistema integra dados de centenas de estações meteorológicas e pluviômetros, permitindo que o cafeicultor acompanhe variações térmicas e o volume de chuvas com precisão. Essa estrutura de dados ajuda no ajuste das práticas agrícolas e no manejo preventivo, reduzindo drasticamente os riscos de perdas na safra e garantindo a sustentabilidade econômica das propriedades.

Além do monitoramento climático, o geoprocessamento é utilizado para prever a ocorrência de doenças, como a ferrugem e a mancha de phoma. Por meio de uma parceria com instituições de pesquisa, a análise cruza informações do tempo com o histórico das lavouras para indicar o momento exato de intervenção técnica, otimizando o uso de insumos e protegendo a produtividade.

A estratégia inclui ainda o desenvolvimento de plantas mais resistentes ao calor e incentivos à conservação do solo. Entender o comportamento climático de cada microrregião tornou-se fundamental para garantir a previsibilidade da safra mineira em um cenário global de mudanças ambientais. Com informações de G1 Minas Gerais.