Segurança

Cidades menores lideram taxas proporcionais de homicídios no Triângulo e Alto Paranaíba

·há 1h
Cidades menores lideram taxas proporcionais de homicídios no Triângulo e Alto Paranaíba
Cidades menores lideram taxas proporcionais de homicídios no Triângulo e Alto Paranaíba

Dados do Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o fenômeno da interiorização do crime tem impactado diretamente o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. Embora cidades maiores como Uberlândia e Uberaba possuam números absolutos de homicídios mais elevados, municípios de médio porte como Patos de Minas, Araguari e Araxá lideram o ranking quando analisadas as taxas proporcionais por 100 mil habitantes.

Especialistas apontam que esse deslocamento da criminalidade para o interior é uma tendência nacional impulsionada pela proliferação de facções criminosas. Atualmente, estima-se que existam mais de 80 grupos em operação no Brasil, muitos deles locais, que disputam territórios e pontos de venda de drogas por meio do uso intenso da violência em cidades menores, onde o risco relativo muitas vezes supera o dos grandes centros.

Em termos numéricos por habitante, Patos de Minas registrou a maior taxa da região, com 14,3 homicídios por 100 mil habitantes, seguida por Araguari com 13,8 e Araxá com 12,7. Uberaba aparece na quarta posição regional com 12,1, enquanto Uberlândia registra 11,5, evidenciando que a densidade populacional nem sempre é o principal fator para a vulnerabilidade à violência letal.

O cenário de interiorização ocorre em um momento em que o Brasil apresenta redução nas taxas gerais de homicídios, atingindo o menor nível histórico desde 1998. Fatores como o envelhecimento da população e a melhoria em políticas públicas de segurança e inteligência são citados como vetores para essa queda nacional, apesar dos desafios impostos pela diversificação do crime organizado. Com informações de G1 Triângulo Mineiro.