Colheita do café exige planejamento e rigor na contratação de safristas no Cerrado Mineiro

Com a proximidade da colheita do café arábica, produtores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba intensificam o planejamento para a contratação de trabalhadores temporários. A profissionalização do campo e as exigências de conformidade social transformaram a gestão de safristas em uma etapa estratégica, demandando organização documental rigorosa e cumprimento estrito das normas trabalhistas vigentes.
Orientações baseadas em diretrizes da OCEMG e Faemg Senar reforçam que o contrato de safra deve ser formalizado via eSocial e Carteira de Trabalho Digital. Além do registro, o empregador é responsável por providenciar exames médicos admissionais e garantir que a infraestrutura de acolhimento esteja adequada, especialmente em municípios que recebem grande fluxo de migrantes.
No que tange ao transporte e alojamento, a legislação exige que o deslocamento de trabalhadores entre regiões seja gratuito e realizado em veículos autorizados. Práticas que restringem a locomoção ou a retenção de documentos são terminantemente proibidas, assim como o trabalho de menores de 18 anos em atividades insalubres ou perigosas, conforme as regras de proteção ao menor e aprendizagem.
A conformidade social tornou-se hoje um diferencial competitivo para o café mineiro no mercado internacional. Cooperativas como a Cooxupé, que atua fortemente no Cerrado de Minas, têm promovido palestras e distribuído cartilhas educativas para evitar multas e garantir condições dignas de trabalho, reforçando a responsabilidade social em toda a cadeia produtiva regional. Com informações de G1 Minas Gerais.



