Comércio é o maior empregador de Minas Gerais, mas registra baixos salários médios

Um levantamento recente do IBGE revela que Minas Gerais consolidou sua posição como o segundo maior polo empresarial do Brasil em 2024, concentrando 9,7% das empresas ativas do país. O estado conta atualmente com mais de 1 milhão de estabelecimentos formais, que empregam cerca de 6,7 milhões de pessoas. O crescimento de 6,5% no número de empresas reflete um cenário de expansão econômica no território mineiro.
Contudo, a radiografia do mercado de trabalho aponta disparidades salariais significativas entre os setores. O comércio, embora seja a atividade que mais gera postos de trabalho em Minas, figura como a terceira pior média salarial do estado. Em contrapartida, o setor de eletricidade e gás lidera as remunerações, com rendimentos médios que chegam a quase R$ 10 mil mensais, evidenciando o abismo entre as categorias.
A pesquisa também reforça o papel da escolaridade na composição da renda. Profissionais com nível superior ganham, em média, R$ 6.350,76, valor que é 2,5 vezes superior ao recebido por trabalhadores sem curso superior. Apesar disso, houve uma valorização proporcional maior na base da pirâmide salarial nos últimos dois anos, sinalizando uma lenta recuperação para os trabalhadores com menor instrução.
No recorte de gênero, os homens ainda ocupam a maioria das vagas assalariadas (56%), com forte presença na construção civil e transportes. Já as mulheres dominam as áreas de saúde, educação e administração pública. O setor público, aliás, apresenta salários médios superiores aos da iniciativa privada, sendo um importante refúgio para profissionais qualificados. Com informações de Jornal Araxá.



