Política

Contrato da Copasa assinado em 2000 gera polêmica e volta ao debate político em Frutal

·há 59 min·Frutal, MG
Contrato da Copasa assinado em 2000 gera polêmica e volta ao debate político em Frutal
Contrato da Copasa assinado em 2000 gera polêmica e volta ao debate político em Frutal

A renovação da concessão da Copasa em Frutal tornou-se o centro de um intenso debate político após a divulgação de detalhes sobre o último aditivo contratual, firmado em dezembro de 2000. O documento, assinado pelo então prefeito Luiz Antônio Zanto no fim de seu mandato, prorrogou os serviços de água e esgoto por 30 anos sem que houvesse, segundo críticos e a atual gestão, uma discussão pública transparente com a sociedade e com a Câmara Municipal.

O termo aditivo estabeleceu que a concessão atual é válida até 2033, mantendo cláusulas de acordos anteriores datados das décadas de 70 e 80. Na época da assinatura, a companhia deu quitação de débitos do município que somavam cerca de R$ 220 mil, o que agora é reavaliado sob a ótica da transparência administrativa. A discussão ressurgiu após a estatal mineira encaminhar uma nova proposta de renovação ao Executivo municipal.

O atual prefeito de Frutal, Bruno Augusto, posicionou-se de forma crítica ao modelo adotado no passado e garantiu que qualquer nova decisão sobre o saneamento básico da cidade passará por ampla participação popular. Entre as medidas avaliadas pela prefeitura estão a realização de audiências públicas, debates no Legislativo e até a possibilidade de um plebiscito para que os moradores decidam o futuro do serviço no município.

A insatisfação popular com a qualidade dos serviços prestados pela Copasa é o principal combustível para o debate. Moradores frequentemente se queixam do atendimento e das tarifas, o que eleva a pressão política sobre a renovação ou rescisão do contrato de concessão em vigor. Com informações de Frutal Atual.