Denúncias apontam rodízio secreto de assessores na Câmara Municipal de Uberlândia

Bastidores políticos da Câmara Municipal de Uberlândia revelam a existência de um suposto esquema de loteamento de cargos comissionados através de um rodízio programado de assessores. A prática, que visa quitar promessas de campanha de forma temporária, envolveria pelo menos dois parlamentares da atual legislatura. O modelo opera de forma sistemática nos gabinetes, funcionando como um balcão de compromissos eleitorais.
De acordo com as informações apuradas, o sistema funciona com a contratação de apoiadores por prazos determinados, geralmente em torno de três meses. Esse período seria o tempo suficiente para que o vereador honre acordos firmados durante o pleito eleitoral. Após o vencimento do prazo combinado, o colaborador é imediatamente desligado para dar lugar a outro aliado político que aguarda na fila de espera.
O principal objetivo da manobra é contemplar o maior número possível de cabos eleitorais com dinheiro público. No entanto, a eficiência do trabalho legislativo é severamente comprometida, uma vez que os assessores temporários não possuem funções técnicas definidas. Relatos indicam que muitos desses funcionários passam o expediente ociosos nos corredores da Casa, aguardando apenas o fim do contrato.
A situação começou a ganhar visibilidade pública após ex-assessores, insatisfeitos com as demissões e a perda dos salários, decidirem quebrar o silêncio sobre a conduta dos parlamentares. O vazamento desses detalhes expõe a fragilidade da gestão de recursos humanos no Legislativo local e levanta questionamentos éticos sobre o uso da máquina pública para fins estritamente eleitoreiros. Com informações de Regionalzão.

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