Denúncias de trabalho infantil crescem 36% e Minas Gerais lidera resgates no país

O Brasil registrou um aumento alarmante de 36,6% nas denúncias de trabalho infantil em 2025, conforme dados do Ministério Público do Trabalho. O estado de Minas Gerais aparece em destaque negativo nesta estatística, ocupando o segundo lugar nacional em volume de queixas, com 918 registros, e a liderança absoluta no número de resgates de crianças e adolescentes em situação de exploração.
Durante as fiscalizações realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Minas Gerais contabilizou 830 afastamentos, superando estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul. Especialistas alertam que cerca de 80% das vítimas estavam submetidas às piores formas de exploração, que incluem atividades insalubres, perigosas e casos de exploração sexual ou tráfico de drogas.
Os impactos psicológicos da entrada precoce no mercado de trabalho são severos e duradouros. Psicólogos apontam que a interrupção da infância compromete o desenvolvimento cognitivo e emocional, gerando quadros de ansiedade, estresse crônico, baixa autoestima e dificuldades de aprendizagem. A adultização precoce impede que a criança vivencie etapas fundamentais de socialização e lazer.
Embora as ações de fiscalização tenham alcançado índices recordes, o desafio permanece vasto. Estimativas do IBGE indicam que mais de 1,6 milhão de jovens entre 5 e 17 anos ainda trabalham ilegalmente no país. O sistema jurídico brasileiro combate a prática com multas administrativas pesadas e responsabilização civil e criminal dos empregadores. Com informações de Jornal Araxá.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/T/H/IoN2VgSrqRKzvkeLKmgw/design-sem-nome-2026-06-12t113254.896.png)

