Dois em cada três professores brasileiros sofrem de esgotamento emocional

Uma pesquisa nacional conduzida pelo Instituto Casagrande Social revela um cenário preocupante para a educação no Brasil: 66,4% dos professores relatam sentir esgotamento emocional frequente. O levantamento, que contou com a participação de mais de 7 mil docentes, indica que a pressão da carreira ultrapassa os portões das escolas, afetando a vida privada dos profissionais. Cerca de 68,9% dos entrevistados afirmaram ter dificuldade em se desligar mentalmente das obrigações profissionais durante os períodos de descanso.
O estudo aponta que o acúmulo de tarefas como planejamento, correções e comunicação constante com famílias contribui para que 76,5% dos professores trabalhem regularmente além da jornada contratada. Esse desgaste contínuo já reflete na saúde dos educadores, com 17,4% dos participantes relatando a necessidade de afastamento do trabalho no último ano. A pesquisa alerta que o problema não é apenas individual, mas decorrente de como o trabalho docente está estruturado atualmente.
Especialistas defendem que ações de autocuidado não são suficientes sem mudanças institucionais significativas. Para Renato Casagrande, doutor em educação e responsável pelo estudo, é fundamental que as redes de ensino revisem a carga burocrática e respeitem os limites da jornada de trabalho. A criação de espaços de escuta e o fortalecimento de equipes de apoio são vistos como passos essenciais para garantir o bem-estar dos profissionais e a qualidade do ensino nas redes pública e privada. Com informações de Jornal Araxá.



