Etanol em navios promete impulsionar indústria de cana-de-açúcar no Triângulo Mineiro

O uso de etanol de cana-de-açúcar como combustível para grandes embarcações marítimas surge como uma promissora fronteira econômica para o Triângulo Mineiro. A expectativa ganha força com a possível aprovação, pela Organização Marítima Internacional (IMO) em 2026, de uma referência global para o cálculo de emissões de gases de efeito estufa. Esse padrão permitirá que empresas de navegação substituam derivados de petróleo pelo biocombustível de forma certificada.
A região é peça-chave nessa transição energética, uma vez que concentra 68% da produção sucroenergética de Minas Gerais. Cidades como Uberaba, Ituiutaba, Frutal e Canápolis abrigam complexos industriais que já produzem bilhões de litros de etanol anualmente. Com a nova demanda global, as usinas locais poderão diversificar seu portfólio de clientes e disputar contratos internacionais de fornecimento para o transporte de cargas.
Projetos práticos já começam a surgir no horizonte, como o anúncio da mineradora Vale, que prevê a operação de navios movidos a etanol a partir de 2029. Embora a logística e a competitividade de preços ainda sejam desafios a serem superados, a validação ambiental internacional é vista como o gatilho necessário para atrair novos investimentos para o campo e para a indústria regional. Com informações de Regionalzão.



