Força-tarefa atua contra tapete de plantas aquáticas que ameaça Rio Araguari

Uma proliferação descontrolada de plantas aquáticas, conhecidas como macrófitas, formou um extenso 'tapete marrom' que já percorre mais de 90 quilômetros pelo Rio Araguari e reservatórios da região. A situação mobilizou o Ministério Público e órgãos ambientais em uma audiência emergencial nesta quarta-feira, visando conter o avanço da biomassa que ameaça a biodiversidade e o abastecimento público em cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
O alerta principal recai sobre Uberlândia, onde a massa vegetal está a apenas 17 quilômetros da Usina de Capim Branco. O reservatório é responsável por abastecer cerca de 30% da maior cidade do Triângulo Mineiro. Segundo o Dmae, a presença excessiva da espécie salvínia pode comprometer a captação e alterar drasticamente o odor e o gosto da água tratada para aproximadamente 300 mil pessoas.
Especialistas da Universidade Federal de Uberlândia explicam que a planta possui alto potencial invasor, podendo dobrar de tamanho em apenas 36 horas. Ao formar camadas espessas na superfície, a espécie bloqueia a luz solar e consome oxigênio durante a decomposição, o que pode resultar em mortandade de peixes e desequilíbrio severo no ecossistema local. O problema teria começado em Nova Ponte e Patrocínio, avançando rapidamente correnteza abaixo.
Uma força-tarefa composta por prefeituras, Defesa Civil, Ibama e Polícia Militar de Meio Ambiente busca agora recursos estimados em R$ 350 mil para realizar a limpeza imediata na Represa de Miranda. A estratégia inclui a contratação de empresas especializadas e a instalação de barreiras físicas para impedir que as macrófitas alcancem os pontos críticos de captação de água.
Com informações de G1 Triângulo Mineiro.



