Gaeco mira fornecedor de caça-níqueis em nova fase da Operação Trevo do Infortúnio

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia deflagrou, nesta quarta-feira (7), a terceira fase da Operação Trevo do Infortúnio. A ação teve como alvo um fornecedor de máquinas caça-níqueis baseado em Campinas (SP), suspeito de abastecer uma organização criminosa que explorava jogos de azar e lavagem de dinheiro no Triângulo Mineiro por mais de três décadas.
Durante o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em território paulista, os agentes apreenderam mais de R$ 63 mil em espécie e diversas peças destinadas à manutenção dos equipamentos ilegais. Segundo as investigações, o fornecedor utilizava falsos contratos de locação e documentos fiscais para mascarar a atividade, recebendo porcentagens sobre o que era arrecadado nas máquinas.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) aponta que a rede criminosa mantinha pontos estratégicos em diversos bairros de Uberlândia, como Luizote de Freitas, Martins e Tibery. As investigações revelaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro envolvendo pagamentos em espécie, cheques e contas de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores pela polícia.
Esta fase da operação é um desdobramento de investigações iniciadas em 2022, que já atingiram empresas e pátios de veículos em cidades como Araguari e Ituiutaba. Ao todo, o MPMG já denunciou cinco pessoas e conseguiu a recuperação efetiva de R$ 27 milhões para os cofres públicos por meio de acordos e apreensões.
Embora ninguém tenha sido preso nesta quarta-feira, o material apreendido será analisado para identificar novos ramais da organização, que também possuía conexões nos estados de Goiás e Tocantins. O nome da operação faz referência ao símbolo do trevo encontrado nos locais de aposta controlados pelo grupo na região.
Com informações de G1 Triângulo Mineiro.



