Gustavo Galassi pode redefinir papel em chapa de Aécio Neves ao Senado por Minas Gerais

A movimentação política para o retorno de Aécio Neves (PSDB) à disputa pelo Senado Federal está provocando mudanças diretas no tabuleiro eleitoral de Minas Gerais. O primeiro passo concreto foi a renúncia de Marcelo Heringer (PDT) à candidatura, abrindo espaço jurídico para novas composições. O foco agora recai sobre o empresário e produtor rural de Uberlândia, Gustavo Galassi (PSDB), que pode ter sua participação redefinida na aliança que sustenta a candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao Governo do Estado.
Galassi, que inicialmente foi registrado como um dos candidatos titulares ao Senado, deve se reunir com Aécio Neves nos próximos dias. Aliados políticos sugerem que o uberlandense poderá abrir mão de sua candidatura própria para atuar como uma peça estratégica na composição do ex-governador, possivelmente ocupando o posto de primeiro suplente. Essa mudança visa fortalecer o palanque tucano em regiões onde o agronegócio possui peso determinante.
A estratégia de manter Galassi na chapa, mesmo que em outra função, baseia-se em sua forte identidade regional e na representatividade do setor produtivo do Triângulo Mineiro. Para Aécio, ter um nome de Uberlândia ao seu lado funciona como uma ponte política crucial em um dos maiores colégios eleitorais do estado, auxiliando na capilaridade da campanha majoritária em áreas estratégicas.
A pressão para que Aécio reconsidere sua decisão de não disputar o pleito de 2026 tornou-se pública nesta quarta-feira, por meio de nota conjunta das presidências estaduais do PSDB e do PDT. O grupo argumenta que a experiência política do tucano é necessária para pautar temas urgentes de Minas Gerais em Brasília, como a renegociação da dívida estadual com a União.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a aceitação de Aécio ou a nova posição de Galassi. O prazo legal para substituição de candidatos na Justiça Eleitoral é o balizador das negociações que ocorrem nos bastidores. A definição final terá impacto direto na configuração das forças políticas que disputarão os votos dos mineiros nas próximas eleições.
Com informações de Regionalzão.



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