IFTM Uberaba instaura processo para investigar xenofobia contra estudante nordestina

O Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) iniciou uma investigação formal nesta segunda-feira para apurar denúncias de xenofobia e racismo contra uma aluna do campus Uberaba. O caso ganhou repercussão após a circulação de mensagens ofensivas em grupos de WhatsApp, enviadas logo após o encerramento do processo eleitoral do último domingo. A vítima, que é natural da região Nordeste, foi alvo de ataques verbais por parte de outro estudante após manifestar sua opinião política.
Segundo os relatos, as ofensas incluíram áudios com termos discriminatórios e exigências para que a jovem deixasse o estado de Minas Gerais. Mesmo após a intervenção de administradores em grupos oficiais, novos espaços virtuais foram criados para a continuidade dos insultos e ataques aos costumes nordestinos. Diante da persistência das agressões, a estudante optou por expor os registros em suas redes sociais para buscar justiça e proteção.
A Reitoria do IFTM e a Direção-Geral do campus Uberaba emitiram nota oficial repudiando veementemente a conduta, classificando os atos como crimes inaceitáveis no ambiente acadêmico. Além dos procedimentos disciplinares internos, a instituição notificou as autoridades competentes para a devida responsabilização legal dos envolvidos nas práticas criminosas.
Como parte das ações de suporte, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) e a equipe pedagógica do instituto iniciaram o acolhimento direto à estudante. A instituição reforçou seu compromisso com a diversidade e o combate a qualquer forma de preconceito dentro de suas unidades no Triângulo Mineiro. Com informações de Regionalzão.



