Impacto da crise climática afeta desenvolvimento de milhões de crianças no Brasil

A crise climática no Brasil deixou de ser uma ameaça futura para se tornar um desafio urgente no presente, afetando diretamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Segundo dados do UNICEF, cerca de 16 milhões de jovens brasileiros estão expostos a múltiplos riscos ambientais, como ondas de calor extremo, secas severas e enchentes. Essa vulnerabilidade atinge três em cada dez menores de idade no país, comprometendo áreas vitais como saúde, educação e segurança.
Especialistas alertam que os impactos transcendem as perdas materiais. Em regiões afetadas por desastres ambientais, observa-se um aumento significativo em quadros de ansiedade e insegurança entre o público infantil, além da interrupção recorrente das rotinas escolares. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde a irregularidade das chuvas e o calor intenso têm se tornado frequentes, o tema ganha relevância estratégica para a saúde pública e a gestão educacional.
Uma nova legislação brasileira, a Lei nº 14.926/2024, busca enfrentar esse cenário ao fortalecer a educação ambiental e o debate sobre riscos climáticos dentro das escolas. O objetivo é fomentar o protagonismo juvenil na busca por soluções sustentáveis locais, garantindo que as futuras gerações tenham ferramentas para se adaptar e mitigar os efeitos do aquecimento global.
Para o ChildFund Brasil, a solução exige um esforço conjunto entre governo e sociedade civil para colocar a infância no centro das políticas ambientais. O foco deve ser a adaptação de infraestruturas e a garantia de segurança alimentar, protegendo os direitos de quem é mais vulnerável às transformações do clima. Com informações de Regionalzão.



