Investigação de contrato de R$ 348 milhões motivou queda de secretário de Educação de MG

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) confirmou, durante audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que a exoneração do ex-secretário de Educação, Rossieli Soares, foi motivada por investigações sobre um contrato milionário. O processo envolve a cifra de R$ 348,4 milhões destinados à compra de materiais didáticos para a rede estadual de ensino, que atende milhares de alunos no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
A investigação teve início após a denúncia de um servidor público em dezembro de 2025. Segundo a controladora-geral Marcela Oliveira Ferreira Dias, relatórios técnicos foram apresentados ao Governo de Minas, culminando na demissão de Rossieli em abril deste ano. O contrato, firmado com a empresa Fazer Educação por meio de adesão a uma ata de registro de preços de São Paulo, segue em vigor mesmo sob suspeita.
Durante o debate na Comissão de Educação, parlamentares questionaram o pagamento de aproximadamente R$ 170 milhões já realizados à empresa, apesar das investigações em curso. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) criticou a manutenção dos repasses, enquanto a CGE afirmou que a decisão de manter o contrato ou exonerar gestores cabe exclusivamente à alta cúpula do Executivo com base nos riscos apontados.
Em nota, Rossieli Soares declarou que não teve acesso ao teor do relatório da CGE e defende que a contratação seguiu todos os parâmetros legais de vantajosidade econômica. O ex-secretário afirmou estar tranquilo quanto à sua conduta técnica e transparência durante o período em que esteve à frente da pasta em Minas Gerais. Com informações de G1 Minas Gerais.



