Justiça confirma multas a produtor rural por trabalho escravo e ocultação de funcionários
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O Tribunal Regional do Trabalho manteve as multas aplicadas a um produtor rural da região de Rio Paranaíba após a constatação de condições degradantes em uma unidade de beneficiamento de alho. A decisão judicial ratifica a ação de fiscalização que identificou 101 trabalhadores submetidos a situações análogas à escravidão, incluindo adolescentes e uma gestante de sete meses.
Durante a inspeção realizada pelos auditores-fiscais do trabalho, o proprietário tentou ocultar o grupo de funcionários dentro de ônibus para evitar o flagrante. O relatório indicou falta de equipamentos de proteção individual, ausência de instalações sanitárias adequadas e alojamentos precários, ferindo normas básicas de saúde e segurança do trabalho.
A sentenção enfatiza que a gravidade da conduta foi amplificada pela tentativa de dificultar a fiscalização e pelo descaso com os direitos fundamentais das vítimas. O produtor foi condenado ao pagamento de indenizações por danos morais coletivos e individuais, além do cumprimento imediato de diversas obrigações trabalhistas.
Especialistas do setor alertam que o caso reforça a necessidade de vigilância constante nas cadeias produtivas do agronegócio regional. A condenação serve como um marco importante no combate à exploração laboral no Alto Paranaíba, visando garantir que o desenvolvimento econômico da região ocorra de forma ética e legal. Com informações de Bing News - Alto Paranaíba.


