Manejo correto na colheita e secagem garante qualidade e valor comercial do café

A colheita do café exige atenção redobrada dos produtores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba para evitar perdas financeiras. Orientações técnicas da Cooxupé destacam que o momento ideal para iniciar os trabalhos é quando a lavoura apresenta no máximo 30% de frutos verdes. A mistura de grãos em diferentes estágios de maturação e o atraso no processamento pós-colheita são os principais vilões da qualidade, podendo causar fermentações indesejáveis e aumentar o número de defeitos nos lotes.
Especialistas alertam que a estrutura de pós-colheita deve estar rigorosamente limpa antes do início da safra. Resíduos da temporada anterior em lavadores, secadores e elevadores podem contaminar o café novo, comprometendo o valor final de venda. Além da higiene, a manutenção preventiva do maquinário é indispensável para evitar interrupções críticas durante o pico da colheita, garantindo que o fluxo de produção não seja prejudicado.
Outro ponto crucial é o tempo de permanência do café ensacado. Em regiões mais quentes, o produto deve ser levado ao terreiro em no máximo quatro horas para evitar processos fermentativos que destroem o perfil sensorial do grão. No terreiro, a secagem deve começar em camadas finas, sem revolvimento nos primeiros dias para proteger a integridade dos frutos maduros e garantir a uniformidade.
O uso de fertilizantes foliares que auxiliam na maturação uniforme e a separação de frutos secos no lavador são estratégias recomendadas para otimizar os resultados. Com o mercado cada vez mais exigente em relação à classificação do café, o rigor técnico em cada etapa — da limpeza à secagem final — define a rentabilidade da safra para o cafeicultor mineiro.
Com informações de G1 Minas Gerais.


