Minas Gerais endurece regras e isola lideranças de facções em presídios de segurança máxima

O Governo de Minas Gerais anunciou a implementação de um novo protocolo de segurança focado no isolamento rigoroso de detentos ligados a facções criminosas. A medida foi detalhada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) durante audiência de prestação de contas na Assembleia Legislativa. O objetivo central é neutralizar a influência de lideranças criminosas e reforçar a disciplina nas unidades prisionais de segurança máxima do estado.
Atualmente, o sistema prisional mineiro abriga cerca de 73 mil detentos, dos quais aproximadamente 3,1 mil são identificados como integrantes de organizações criminosas. Segundo o secretário Rogério Greco, a adoção de regras operacionais mais rígidas é fundamental para garantir a ordem interna e evitar que ordens para crimes externos sejam emitidas de dentro das celas. A estratégia impacta diretamente a gestão das unidades no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
Além das mudanças no sistema prisional, as forças de segurança apresentaram um balanço de suas atividades. A Polícia Militar destacou o reforço no policiamento de divisas, enquanto a Polícia Civil enfatizou a necessidade de recomposição do quadro de investigadores. O déficit de efetivo no Corpo de Bombeiros também foi pautado como um desafio para o estado nos próximos anos, apesar dos recentes investimentos em logística e novas nomeações.
Com informações de Jornal Araxá.

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