Minas Gerais perde 120 mil postos de trabalho na construção civil em um ano, aponta IBGE

O setor da construção civil em Minas Gerais enfrenta um cenário desafiador com a perda de aproximadamente 120 mil trabalhadores nos últimos doze meses. Os dados, revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, abrangem tanto postos de trabalho formais quanto ocupações informais. O recuo acende um alerta para a economia do estado, considerando que a construção civil é um dos principais motores do PIB e da geração de renda.
Especialistas do setor indicam que a combinação de taxas de juros elevadas e o encarecimento do crédito imobiliário são os principais responsáveis pela desaceleração. Esse cenário econômico reduziu drasticamente o ritmo de novos lançamentos residenciais e comerciais, forçando empresas a adiarem contratações e suspenderem investimentos que antes movimentavam as economias regionais, incluindo o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
Além das dificuldades financeiras para os consumidores, as construtoras enfrentam a inflação de insumos básicos e o aumento nos custos operacionais. A pressão sobre as margens de lucro tem levado o mercado a adotar uma postura de cautela, priorizando a produtividade em detrimento da expansão imediata da força de trabalho. Lideranças da indústria afirmam que a retomada depende da estabilização macroeconômica e de melhores condições de financiamento.
Para o futuro próximo, a expectativa reside na manutenção de programas habitacionais públicos e em obras de infraestrutura para evitar uma queda ainda mais acentuada. No entanto, o retorno aos níveis anteriores de ocupação ainda é visto com prudência pelas entidades do setor. O impacto é sentido especialmente em grandes polos urbanos, onde o canteiro de obras costumava ser a porta de entrada para milhares de profissionais. Com informações de Regionalzão.



