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Segurança

Minas Gerais registra 128 mil casos de violência doméstica e amplia uso de botão do pânico

·há 43 min
Minas Gerais registra 128 mil casos de violência doméstica e amplia uso de botão do pânico
Minas Gerais registra 128 mil casos de violência doméstica e amplia uso de botão do pânico

Minas Gerais contabilizou 127.939 vítimas de violência doméstica e 227 casos de feminicídio ou tentativas do crime entre janeiro e setembro deste ano. Os dados, divulgados pelo Observatório de Segurança Pública, reforçam a urgência de medidas de proteção na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde os índices de criminalidade contra a mulher seguem a tendência estadual. Em resposta ao cenário, o Ministério Público informou que o número de mulheres monitoradas pelo dispositivo 'botão do pânico' dobrou no último ano, saltando de 600 para 1.226 usuárias.

O dispositivo funciona enviando um alerta imediato às centrais de monitoramento e à polícia quando o agressor, monitorado por tornozeleira eletrônica, descumpre a distância mínima estabelecida pela Justiça. Segundo a promotora de Justiça Denise Guerzoni, o Estado possui equipamentos suficientes para atender a demanda atual, sem racionamento de entrega. A recomendação é que as vítimas solicitem o item diretamente nas delegacias ou através do Ministério Público durante o pedido de medida protetiva.

Contudo, especialistas em segurança pública da UFMG alertam para a necessidade de aprimoramento tecnológico. A crítica central reside na dependência da ação da vítima para acionar o alerta, sugerindo que o sistema policial deveria atuar de forma proativa ao detectar a aproximação dos sinais geolocalizados. Relatos de vítimas apontam a insegurança quando o monitoramento é interrompido, especialmente em casos onde os agressores tornam-se foragidos após a retirada da tornozeleira.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) reforçou, em nota, que existem mais de 2 mil dispositivos disponíveis para entrega imediata sob ordem judicial. O governo mineiro também afirmou que a central de monitoramento possui tecnologia para agir preventivamente, independente do acionamento manual do botão, visando garantir a integridade física das mulheres sob proteção do Estado. Com informações de G1 Minas Gerais.