Minas Gerais registra 316 denúncias de assédio eleitoral; estado é o 2º no ranking nacional

O Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) atingiu a marca de 316 denúncias de assédio eleitoral até o final de outubro. Com este volume expressivo de notificações, o estado ocupa atualmente a segunda posição no ranking nacional de procedimentos abertos para investigar irregularidades no ambiente de trabalho durante o período de eleições.
O crescimento dos casos em território mineiro foi acelerado ao longo do mês. No início de outubro, o órgão contabilizava apenas 94 registros, saltando para 223 em meados do mês até chegar ao patamar atual. Em todo o Brasil, o MPT já recebeu mais de 3 mil denúncias, o que significa que Minas Gerais concentra aproximadamente 10% de todas as queixas registradas no país.
O assédio eleitoral é caracterizado quando empregadores ou gestores utilizam sua posição de poder para tentar influenciar o voto de subordinados. Práticas como ameaças de demissão, promessas de benefícios condicionados a resultados eleitorais ou constrangimentos para o uso de vestimentas partidárias são consideradas ilegais e ferem a liberdade fundamental do cidadão.
O MPT esclarece que os dados referem-se a notificações que passam por triagem e averiguação inicial, não representando condenações imediatas. No entanto, o órgão tem atuado de forma preventiva em diversas regiões, emitindo recomendações para que empresas e administradores de redes sociais cessem qualquer tipo de incitação a boicotes ou perseguições políticas.
Trabalhadores que presenciarem ou forem vítimas de pressões políticas no ambiente profissional podem denunciar de forma anônima e sigilosa. O portal oficial do MPT-MG oferece canais online e suporte presencial para o registro de queixas, visando garantir a integridade do processo democrático nas relações de trabalho.
Com informações de Regionalzão.



