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Minas Gerais registra 33 óbitos por hantavirose em 10 anos; caso recente é no Alto Paranaíba

·há 1d

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgou um balanço alarmante que aponta a ocorrência de 33 mortes por hantavirose no estado nos últimos dez anos. A doença, transmitida principalmente por roedores silvestres, tem gerado preocupação nas autoridades sanitárias devido à sua alta letalidade e à dificuldade de diagnóstico precoce em áreas rurais.

O caso mais recente de fatalidade foi registrado no Alto Paranaíba, envolvendo um homem de 46 anos. De acordo com os relatórios médicos, o paciente contraiu o vírus após ter contato direto com roedores em uma lavoura de milho, ambiente propício para a proliferação desses animais e para a suspensão de partículas de urina e fezes contaminadas no ar.

A hantavirose é uma zoonose grave que pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Em Minas Gerais, a maioria dos casos está associada a atividades agrícolas e de limpeza de locais fechados, como paióis e armazéns, onde o vírus permanece viável no ambiente por períodos prolongados.

Especialistas alertam que os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe forte, incluindo febre, dores musculares e dor de cabeça. No entanto, a progressão para falta de ar intensa é um sinal crítico que exige hospitalização imediata para suporte respiratório, já que não existe um tratamento específico para o vírus.

Para prevenir a contaminação, recomenda-se que trabalhadores rurais utilizem equipamentos de proteção e evitem o acúmulo de lixo ou entulhos que atraiam roedores. A ventilação adequada de galpões antes da entrada de pessoas também é uma medida fundamental para reduzir o risco de aspiração de poeira contaminada. Com informações de Bing News - Alto Paranaíba.