Minas Gerais registra baixa cobertura vacinal contra febre amarela e reforça alerta

A cobertura vacinal contra a febre amarela em Minas Gerais atingiu 87,5% em 2026, índice que, embora superior ao ano anterior, permanece abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. O cenário preocupa as autoridades de saúde estaduais, que intensificaram o chamado para que a população das regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba procurem as unidades de saúde para atualizar o esquema vacinal.
O alerta da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) foi motivado pela confirmação da circulação do vírus em primatas. Em 2026, o estado registrou 632 notificações de epizootias em macacos, com 33 casos confirmados laboratorialmente. A presença do vírus em animais é um indicador biológico importante de que a doença está circulando em áreas rurais e de mata, aumentando o risco de transmissão para humanos não imunizados.
Embora não tenham sido confirmados casos da doença em seres humanos no território mineiro durante o último ano, 69 casos suspeitos foram investigados pelas equipes de vigilância. A prevenção segue como a principal estratégia para evitar novos surtos. O imunizante está disponível gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde e também através de ações itinerantes promovidas pelos municípios da região.
O público-alvo da campanha inclui crianças a partir dos 9 meses e adultos de até 59 anos que ainda não foram vacinados. Para pessoas acima de 60 anos, a recomendação é passar por uma avaliação médica prévia antes da aplicação. A SES-MG reforça que a vacina é a única forma eficaz de prevenir a febre amarela, doença que pode evoluir para quadros graves e fatais se não tratada precocemente. Com informações de Regionalzão.


