Minas Gerais registra déficit de 500 mil moradias; setor privado pede novas políticas

Minas Gerais enfrenta um cenário crítico na habitação, com déficit superior a 500 mil moradias, segundo dados da Fundação João Pinheiro (FJP). O estado ocupa a terceira posição nacional em necessidade habitacional, ficando atrás apenas de São Paulo e Bahia. O levantamento aponta que o principal gargalo não é apenas a ausência física de prédios, mas o ônus excessivo com aluguel urbano, que consome mais de 30% da renda de famílias que ganham até três salários mínimos.
Nas regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o impacto é sentido diretamente no mercado imobiliário local, onde o aumento dos preços dos aluguéis tem dificultado a permanência de famílias de baixa renda em áreas urbanizadas. Além da falta de novas unidades, o estudo revela que cerca de 1,2 milhão de imóveis já existentes no estado necessitam de reformas urgentes ou regularização fundiária para garantir condições dignas de habitabilidade aos moradores.
Especialistas e representantes do setor da construção civil defendem que a solução para o problema passa pela ampliação de programas como o Minha Casa Minha Vida e o fortalecimento de parcerias público-privadas. A expectativa é que o fomento ao crédito imobiliário e a oferta de moradias populares possam não apenas reduzir o déficit, mas também estimular a economia regional através da geração de empregos e renda no setor da construção.
Com informações de Regionalzão.



