Minas Gerais tem a pior segurança rodoviária do Sudeste, aponta levantamento da CNT

As rodovias de Minas Gerais apresentam o pior desempenho em segurança na região Sudeste, conforme o Painel Rodovias que Perdoam, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento revela que 30,9% das estradas mineiras possuem baixo nível de proteção ao motorista, o que aumenta significativamente a gravidade de acidentes em comparação com estados vizinhos, como São Paulo, onde o índice de risco é de apenas 4,7%.
O conceito de “rodovia que perdoa” avalia a capacidade da infraestrutura em mitigar os danos de erros humanos ou falhas mecânicas. Em Minas, problemas como a falta de acostamento em 55,1% dos trechos e a inexistência de barreiras de proteção e sinalização em curvas perigosas são os principais agravantes. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, regiões cortadas por eixos logísticos vitais como as BRs 050, 365 e 262, o impacto é direto na segurança dos condutores e no custo do frete.
A pesquisa também evidencia uma disparidade entre rodovias geridas pelo poder público e as concedidas à iniciativa privada. Enquanto 60,2% das estradas sob concessão têm alto índice de segurança, as vias mantidas pelo DNIT e DER-MG sofrem com falta de investimentos. Estima-se que seriam necessários mais de R$ 15 bilhões para recuperar a malha rodoviária mineira pesquisada pela CNT.
Além do risco à vida, a precariedade das pistas eleva o custo operacional do transporte em cerca de 34,8% no estado. A CNT reforça que a posição estratégica de Minas na logística nacional exige manutenção constante devido ao alto fluxo de carga pesada, o que não tem ocorrido na velocidade necessária para garantir a integridade dos usuários. Com informações de G1 Triângulo Mineiro.


