Segurança

Morador de Uberlândia é acusado de desviar R$ 60 milhões de financeira da família Zema

·há 1h·Uberlândia, MG
Morador de Uberlândia é acusado de desviar R$ 60 milhões de financeira da família Zema
Morador de Uberlândia é acusado de desviar R$ 60 milhões de financeira da família Zema

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga Douglas Silva de Oliveira Azara, morador de Uberlândia, sob a acusação de liderar um esquema criminoso que desviou aproximadamente R$ 60 milhões da Zema Financeira. A instituição pertence ao Grupo Zema, sediado em Araxá e vinculado à família do governador mineiro Romeu Zema. Segundo as investigações, o grupo teria realizado um ataque cibernético entre o fim de 2025 e o início de 2026, totalizando um prejuízo de R$ 75 milhões à empresa.

De acordo com o inquérito, os criminosos utilizaram credenciais de uma empresa de tecnologia contratada pela financeira para acessar sistemas internos. A partir disso, foram realizados pagamentos de boletos fraudulentos e transferências via Pix para contas de fachada. A polícia identificou que parte significativa dos recursos passou pela Jabuti Capital, empresa da qual Douglas é sócio, e que o endereço de IP usado no ataque partiu de uma residência ligada ao suspeito.

A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva de Douglas e outros quatro investigados em julho de 2026. No entanto, o empresário teria deixado o Brasil antes do cumprimento da ordem judicial e atualmente é considerado foragido, com suspeita de estar em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em imóveis de luxo em Uberlândia e outras cidades brasileiras.

Em sua defesa, Douglas Silva de Oliveira Azara nega envolvimento nos crimes e alega que sua plataforma bancária foi utilizada indevidamente por terceiros. Ele afirma que está provando sua inocência perante a Justiça. A Zema Financeira declarou que colabora integralmente com as autoridades desde o início das apurações para garantir a responsabilização de todos os envolvidos no ataque cibernético.

O suspeito já era alvo de atenção nacional após anunciar a compra de uma fintech investigada por um rombo de R$ 1 bilhão. Investigações jornalísticas apontam que, apesar de gerir empresas com capital social bilionário, o empresário declarou renda mensal de apenas R$ 1,7 mil. Com informações de Regionalzão.