MPE aciona Justiça após Zema entrar com celulares em cabine de votação em Araxá

O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou uma ação contra o governador Romeu Zema após o chefe do Executivo estadual entrar na cabine de votação portando dois aparelhos celulares. O episódio ocorreu em Araxá, no Alto Paranaíba, cidade natal do governador, e foi confirmado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) durante coletiva de imprensa realizada neste domingo.
De acordo com o diretor-geral do TRE-MG, Rodolfo Pacheco, o processo já foi formalizado, embora ainda não exista uma data definida para o julgamento pela Corte. O uso de dispositivos eletrônicos, como celulares e câmeras, é estritamente proibido pela legislação eleitoral dentro da cabine de votação, visando garantir o sigilo do voto e evitar crimes eleitorais.
Questionado sobre o ocorrido, Romeu Zema alegou que o porte dos aparelhos foi involuntário e motivado pelo hábito de carregar os dispositivos durante todo o dia. O governador enfatizou que não utilizou os celulares para realizar registros fotográficos ou filmagens do momento do voto, reafirmando que utilizou uma "cola" de papel para registrar suas escolhas na urna eletrônica.
O presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, reiterou que a proibição é clara e que qualquer violação do sigilo pode configurar irregularidade passível de sanções. O caso agora segue para análise jurídica do tribunal mineiro, que determinará as penalidades cabíveis ao governador. Com informações de G1 Minas Gerais.

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