MPT investiga prefeito de Canápolis por áudios sobre demissão de servidores

O Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT-MG) deu início a um procedimento preliminar para investigar o prefeito de Canápolis, Enivander Alves de Morais (PSD), conhecido como Nivander. A investigação surge após o vazamento de áudios em que o gestor sugere a não renovação de contratos de servidores municipais que não apoiaram seu candidato nas eleições presidenciais. A denúncia aponta possível coação e assédio moral no ambiente público de trabalho.
Nos áudios compartilhados em aplicativos de mensagens, o chefe do Executivo orientava secretários a elaborarem listas com os nomes de funcionários oposicionistas, afirmando que estes deveriam buscar emprego em outros locais no próximo ano. Após a repercussão negativa, o prefeito divulgou um vídeo público de retratação, alegando que as falas foram motivadas por um momento de estresse extremo logo após o resultado das urnas.
Entretanto, o MPT-MG esclareceu que o pedido de desculpas não encerra a investigação. Segundo o órgão, a retratação é apenas mais um elemento a ser analisado no processo, que continua em fase inicial. Os procuradores destacam que a vinculação da manutenção do emprego à opção política pode configurar ilícitos graves, independentemente de as demissões terem sido concretizadas ou não.
O órgão ministerial reforçou que a simples existência de coação ou intimidação já é suficiente para justificar a atuação da Justiça e a adoção de medidas preventivas. O caso também pode ser analisado pelas esferas eleitoral e estadual do Ministério Público, que possuem competência para avaliar outras irregularidades administrativas ou eleitorais cometidas durante o episódio.
Até o momento, o processo segue em tramitação sigilosa para a coleta de provas e depoimentos. A prefeitura de Canápolis ainda não se manifestou sobre os novos desdobramentos da investigação conduzida pelo MPT. Com informações de Regionalzão.



