Operação DeepSWAP da Polícia Civil de Frutal identifica vítimas em quatro estados

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia de Repressão a Fraudes de Frutal, revelou novos detalhes sobre a Operação DeepSWAP. As investigações apontam que uma organização criminosa estruturada operava golpes eletrônicos em escala nacional, com vítimas já identificadas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Ceará. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, além de Frutal, moradores de Araxá e Patos de Minas foram alvos do grupo criminoso.
De acordo com a polícia, os criminosos utilizavam técnicas sofisticadas para obter acesso a dados pessoais e contas bancárias. Entre as modalidades aplicadas estavam o golpe do WhatsApp e o SIM Swap, técnica que consiste na clonagem de linhas telefônicas para assumir o controle de aplicativos de mensagens e redes sociais das vítimas. Estima-se que os prejuízos financeiros causados pela quadrilha já ultrapassem a marca de R$ 2 milhões em todo o país.
A abrangência geográfica das fraudes confirmou aos investigadores que se trata de uma organização criminosa com alta capacidade operacional simultânea em diversas localidades. Com a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos durante o cumprimento de mandados, a Polícia Civil espera identificar novos envolvidos e outras vítimas que ainda não registraram ocorrência oficial sobre as perdas sofridas.
O material recolhido passará por perícia técnica para rastrear o fluxo financeiro e identificar possíveis colaboradores do esquema. A Polícia Civil alerta a população sobre a importância de mecanismos de segurança em contas digitais, como a verificação em duas etapas, para prevenir esse tipo de invasão sistemática em dispositivos móveis. Com informações de Frutal Atual.



