Operação DeepSWAP desarticula quadrilha de golpes digitais sediada em Frutal

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a Operação DeepSWAP para desarticular uma organização criminosa especializada em crimes cibernéticos e fraudes eletrônicas. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Fraudes de Frutal, revelou que o grupo utilizava técnicas como a clonagem de linhas telefônicas (SIM Swap), golpes via WhatsApp e falsas promessas de investimento para subtrair valores de vítimas em diversos estados.
Durante a primeira fase da ação, realizada com apoio da Polícia Civil de Goiás, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Jaraguá. As autoridades também determinaram o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens que podem somar R$ 2 milhões. O grupo é investigado por movimentar mais de 200 contas bancárias e utilizar centenas de chaves Pix para pulverizar o dinheiro obtido ilegalmente.
As investigações começaram após um defensor público ser vítima de um prejuízo de R$ 70 mil. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, além de Frutal, moradores de Araxá e Patos de Minas também foram identificados como vítimas do esquema. A sofisticação da quadrilha era tamanha que um dos investigados foi localizado em Portugal, motivando o pedido de inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.
Cerca de 56 policiais participaram da operação coordenada pelo delegado João Carlos Garcia Pietro Júnior. A Polícia Civil acredita que o prejuízo total causado pela organização em todo o Brasil supere a marca de R$ 2 milhões, à medida que novas vítimas estão sendo identificadas através da análise de dados bancários e materiais apreendidos. Com informações de Frutal Atual.



