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Segurança

Operação em Uberlândia prende suspeito de golpe milionário com 'deepfake' de famosos

·há 55 min·Uberlândia, MG
Operação em Uberlândia prende suspeito de golpe milionário com 'deepfake' de famosos
Operação em Uberlândia prende suspeito de golpe milionário com 'deepfake' de famosos

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação em Uberlândia nesta quarta-feira (28) para desarticular uma organização criminosa especializada em estelionato eletrônico. Durante a ação, um homem foi preso no município mineiro, suspeito de integrar um esquema que utilizava inteligência artificial para criar vídeos falsos de personalidades conhecidas, como o cantor Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo, visando atrair doações fraudulentas.

O grupo utilizava a tecnologia de 'deepfake' para simular a voz e a imagem de famosos em campanhas beneficentes fictícias. Os vídeos circulavam como anúncios em redes sociais e direcionavam as vítimas para sites clonados. De acordo com as investigações, o esquema arrecadou quase R$ 10 milhões em apenas 45 dias, atingindo milhares de pessoas que realizavam transferências de pequenos valores, geralmente entre R$ 30 e R$ 50.

As investigações apontam que uma única empresa vinculada ao grupo registrou mais de 215 mil transações financeiras em um curto período entre outubro e novembro. Além da prisão em Uberlândia, outros quatro mandados foram cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Santa Catarina. O montante total movimentado pela organização criminosa evidencia a escala nacional da fraude que explorava a boa-fé de internautas e a imagem de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Durante a ofensiva policial, foram apreendidos veículos de luxo e cerca de R$ 2,14 milhões em criptomoedas foram bloqueados judicialmente. Os agentes também encontraram um vasto material digital, somando mais de 230 gigabytes de arquivos que incluíam roteiros, códigos de programação e vídeos prontos para novos ataques. O material será periciado para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Os detidos responderão pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de capitais. Eles seguem à disposição do Poder Judiciário enquanto as autoridades trabalham na análise dos dispositivos apreendidos para detalhar a estrutura da rede de golpes digitais. Com informações de Regionalzão.