Promoção de figurinhas da Copa é alvo de denúncia por venda casada e riscos à saúde

Uma campanha publicitária envolvendo a Coca-Cola e a editora Panini tornou-se alvo de contestação legal e mobiliza órgãos de defesa do consumidor em Minas Gerais. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) acionou formalmente a Senacon e o Procon-MG devido à distribuição exclusiva de figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026 nos rótulos de garrafas de 600 ml. A associação alega que a prática configura venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para obter os 14 cromos exclusivos da promoção, colecionadores são obrigados a adquirir as bebidas, o que tem gerado dificuldades para quem deseja completar o álbum sem consumir o produto. Representantes do Idec criticam a mecânica da ação, argumentando que a promessa de venda individual futura dos cromos não anula a irregularidade da estratégia atual. As empresas, por sua vez, defendem que os adesivos são apenas brindes e que não impedem a conclusão da versão regular do álbum.
Além das implicações jurídicas, o Idec emitiu um parecer técnico sobre os riscos à saúde pública, especialmente para crianças e adolescentes. O órgão alerta que a promoção estimula o consumo de bebidas ultraprocessadas, ricas em açúcar e aditivos químicos, o que pode agravar problemas como obesidade infantil e diabetes. O caso segue sob análise dos órgãos de fiscalização, que devem decidir sobre possíveis sanções nas próximas semanas. Com informações de Regionalzão.


