Score médio do consumidor mineiro apresenta queda e impacta acesso ao crédito

O score médio do consumidor em Minas Gerais registrou uma leve queda no último ano, passando de 549 pontos em abril de 2025 para 547 pontos em abril de 2026. Os dados são do Mapa Score do Brasil, levantamento realizado pela Serasa que monitora o comportamento financeiro da população. Mesmo com o recuo, o estado permanece acima da média nacional, fixada em 542 pontos, embora esteja um ponto abaixo da média da região Sudeste.
Especialistas apontam que a redução na pontuação é um reflexo direto do cenário econômico brasileiro, marcado por juros elevados e alto custo de crédito, o que pressiona o orçamento familiar e aumenta o risco de inadimplência. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde o comércio e o agronegócio movimentam a economia local, essa variação acende um alerta para lojistas e consumidores sobre as condições de financiamentos e empréstimos.
A queda na pontuação pode dificultar a vida de quem busca crédito no mercado. Com um score reduzido, bancos e financeiras tendem a enxergar um risco maior na operação, o que pode resultar em limites mais baixos, taxas de juros mais pesadas ou até a negativa de crédito. Contudo, o score não é o único critério avaliado; renda e capacidade de pagamento também entram na conta das instituições.
O levantamento destaca ainda uma disparidade geracional em Minas Gerais. Jovens entre 18 e 25 anos possuem a menor média, com 470 pontos, enquanto idosos acima de 65 anos lideram com 607 pontos. Essa diferença é atribuída ao tempo de relacionamento com o mercado financeiro e ao histórico de crédito mais consolidado dos consumidores mais velhos.
Para melhorar a pontuação, a orientação é manter o pagamento das contas rigorosamente em dia e buscar a renegociação de dívidas pendentes. O Cadastro Positivo é um dos principais aliados nesse processo, representando quase um terço do cálculo da pontuação. Evitar o comprometimento excessivo da renda mensal com novas parcelas é fundamental para a saúde financeira a longo prazo.
Com informações de Regionalzão.



