Segurança hídrica em Frutal exige alerta diante de baixa nos reservatórios do Rio Grande

Apesar de estar localizada em uma região privilegiada pela abundância de recursos hídricos, Frutal enfrenta sinais de alerta quanto à segurança de seus mananciais. Especialistas apontam que o avanço do estresse hídrico em áreas agrícolas do Triângulo Mineiro pode comprometer o desenvolvimento econômico nas próximas décadas, caso não haja um planejamento preventivo rigoroso. A economia local, dependente da cana-de-açúcar e da pecuária, é a primeira a sentir os reflexos da disponibilidade irregular de água.
Dados recentes mostram uma oscilação preocupante nos níveis das usinas da região. Em janeiro de 2026, o reservatório da Usina de Marimbondo operou com apenas 18,8% de seu volume útil, o menor índice para o período desde 2022. O declínio foi acentuado, considerando que no mesmo mês do ano anterior o nível chegava a 77,15%. Outro reservatório estratégico, o de Água Vermelha, também registrou queda significativa, saindo de 67,74% para 29,2% em apenas um ano.
Embora o abastecimento público em Frutal ainda não sofra interrupções, o conceito de estresse hídrico vai além das torneiras secas. O problema se manifesta pela redução da vazão dos rios e pelo aumento dos custos de produção no agronegócio e na indústria. O monitoramento constante e a gestão eficiente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande tornam-se essenciais para equilibrar a demanda crescente entre irrigação, geração de energia e consumo humano.
Para garantir a sustentabilidade hídrica a longo prazo, medidas como a preservação de nascentes e a recuperação de matas ciliares são urgentes. A expansão da irrigação e o crescimento urbano pressionam reservas que antes pareciam inesgotáveis. O cenário exige que produtores rurais e poder público adotem tecnologias de uso racional para evitar que a escassez se torne uma crise estrutural. Com informações de Frutal Atual.


