Setor de carne bovina deve levar dois anos para retomar exportações à União Europeia

A suspensão das importações de proteínas animais brasileiras pela União Europeia colocou o agronegócio do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba em alerta. Enquanto entidades do setor criticam a demora do Governo Federal na adoção de sistemas de rastreabilidade exigidos pelo bloco, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estima que a retomada das vendas de carne bovina pode demorar até dois anos devido às exigências sanitárias.
O ministro André de Paula afirmou que a prioridade imediata da diplomacia é garantir que o Brasil seja reincluído na lista de países habilitados ainda neste semestre. No entanto, o processo para adequar o produto físico, especialmente no que diz respeito ao controle de antimicrobianos e rastreabilidade desde o nascimento do bezerro, é complexo e demanda tempo de ajuste na cadeia produtiva.
Lideranças rurais apontam que a morosidade na implementação de um sistema público de controle sanitário é o principal gargalo. O temor é que a restrição europeia provoque um efeito cascata em outros mercados internacionais que seguem os parâmetros de Bruxelas, como a Noruega, que já confirmou o alinhamento das regras e a suspensão das compras a partir de setembro.
A região, que possui um dos maiores rebanhos de corte e leite do estado de Minas Gerais, observa com preocupação o que analistas classificam como barreiras não tarifárias e protecionismo comercial. Para tentar reverter o cenário, o governo brasileiro estuda utilizar reciprocidade comercial em produtos de alto valor agregado, como vinhos e azeites, como trunfo nas negociações.
Com informações de Regionalzão.



