TCE-MG exige explicações da Copasa sobre mudanças no processo de privatização

O processo de desestatização da Copasa sofreu um novo revés após o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) intimar a companhia a prestar esclarecimentos urgentes. A decisão ocorre após a estatal não divulgar o nome do acionista de referência da operação nesta quarta-feira (27), frustrando as expectativas do mercado e levantando dúvidas sobre alterações no modelo de oferta pública.
O relator do acompanhamento no tribunal, conselheiro Agostinho Patrus, determinou que a empresa detalhe quais modificações foram feitas nas condições da oferta de ações e apresente um cronograma atualizado. A medida reforça o cerco da Corte de Contas sobre a venda do controle acionário da estatal, que é a principal fornecedora de serviços de água e esgoto em diversas cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
A privatização, conduzida pelo governo de Minas, prevê que o Estado deixe de ser o controlador, mantendo apenas uma participação minoritária. No entanto, o TCE-MG já havia estabelecido em abril que atos definitivos de venda dependem de uma análise técnica rigorosa para evitar que o processo ocorra sem a devida transparência e segurança jurídica.
A instabilidade regulatória e os constantes pedidos de informação geram cautela entre investidores e agentes financeiros. O setor teme que novos atrasos possam empurrar a conclusão da operação para o próximo ano, aumentando os riscos políticos e a pressão de entidades sindicais que se opõem ao projeto. Com informações de Regionalzão.



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