TCU aponta falhas graves na concessão da BR-365 e exige correções da ANTT

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas estruturais críticas na concessão da BR-365, rodovia que interliga o Triângulo Mineiro ao Sudoeste de Goiás. O trecho, administrado pela concessionária Ecovias do Cerrado, é considerado um dos principais eixos logísticos para o escoamento da produção agroindustrial da região. Segundo o órgão, a desorganização de dados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prejudica a transparência e fiscalização.
O relatório detalha que a ANTT publica informações de forma despadronizada, utilizando documentos técnicos de difícil navegação que dificultam o controle social. A falta de clareza nas descrições das obras, muitas vezes limitadas a coordenadas geográficas sem menção a cidades ou pontos de referência, impede que gestores municipais e a população acompanhem o cronograma de melhorias e duplicações previstas em contrato.
Para o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, as irregularidades trazem riscos diretos à segurança e eficiência do transporte entre polos como Uberlândia, Patrocínio e Ituiutaba. O TCU alertou que a ausência de um monitoramento transparente pode comprometer a entrega de dispositivos de segurança e a manutenção adequada do pavimento, essenciais para o fluxo constante de cargas pesadas.
Como medida corretiva, o Tribunal determinou que a ANTT centralize todos os dados no sistema Sigicor e revise seu Plano de Dados Abertos para o biênio 2025–2027. A agência deverá adotar formatos acessíveis, como mapas interativos e painéis filtráveis por município, para facilitar a compreensão das obrigações contratuais por parte da sociedade civil. Com informações de Regionalzão Triângulo.


