Uberlândia era base de logística empresarial de família ligada ao tráfico de cocaína

A Polícia Federal detalhou como funcionava a estrutura de uma organização criminosa liderada por Mario Sergio Nunes, conhecido como 'Serjão do PCC', que utilizava Uberlândia como o principal centro operacional para o tráfico de drogas. Segundo as investigações da Operação Mens Occulta, o grupo operava com uma logística empresarial complexa, envolvendo transportadoras de fachada, frotas de caminhões e contas bancárias de terceiros para movimentar grandes carregamentos de cocaína.
A base em Uberlândia servia como ponto estratégico para o recebimento, armazenamento e redistribuição da droga vinda de estados como Mato Grosso e Rondônia. A investigação apontou que a cocaína era enviada para diversos municípios do Triângulo Mineiro e outras regiões do país. Entre os métodos utilizados para burlar a fiscalização, os criminosos escondiam os entorpecentes em compartimentos falsos nas cabines de caminhões e pneus sobressalentes.
A família do líder desempenhava papéis centrais no esquema. A esposa e as filhas de Mario Sergio são investigadas por auxiliar na movimentação financeira e na ocultação de patrimônio, enquanto empresas em nome de parentes eram usadas para lavar o dinheiro ilícito. Somente no período de um ano, a Polícia Federal apreendeu mais de duas toneladas de cocaína vinculadas a este grupo, volume que representa apenas uma parcela do total movimentado.
Até o momento, a defesa da família Nunes e do ex-genro investigado informaram que aguardam o acesso completo ao processo, que corre sob sigilo, para prestar os devidos esclarecimentos. Eles reiteraram a confiança nas instituições. A operação reforça o papel estratégico do Triângulo Mineiro nas rotas do narcotráfico interestadual e a complexidade das novas estruturas do crime organizado. Com informações de G1 Triângulo Mineiro.


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/K/j/U5GY0HQaykR0o0LDpm2w/agenda-cultural.png)
