UFLA cria banco inédito para preservar o 'DNA' dos queijos artesanais de Minas Gerais

A Universidade Federal de Lavras (UFLA) deu início a um projeto pioneiro para proteger a biodiversidade microbiana do Queijo Minas Artesanal, patrimônio cultural do estado. A iniciativa consiste na criação de um banco de armazenamento que preserva a chamada "assinatura microbiológica" do produto, garantindo que as características de sabor, aroma e textura sejam mantidas por décadas em ultrafreezers a -80°C.
O projeto é de extrema importância para regiões como o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, famosas por regiões produtoras de queijo como Araxá e Patos de Minas. A análise identifica fungos, bactérias e leveduras específicos de cada propriedade, comprovando que o terroir é individualizado e que produções vizinhas podem ter perfis sensoriais completamente distintos.
Além de garantir a identidade histórica do alimento, o armazenamento oferece segurança técnica aos produtores rurais frente às mudanças climáticas, que podem alterar a população de microrganismos naturais do leite cru ao longo do tempo. O estudo utiliza técnicas avançadas de metagenômica para mapear o DNA dos microrganismos presentes durante a maturação.
As amostras são coletadas em diferentes estágios, desde o queijo fresco até o maturado por 60 dias. O armazenamento não possui custos para os produtores e visa validar cientificamente a segurança e a qualidade das práticas tradicionais mineiras. Com informações de G1 Minas Gerais.



