Zema critica gestão da segurança e questiona legislação sobre audiências de custódia

Durante participação na Marcha dos Prefeitos em Brasília, o pré-candidato à Presidência e ex-governador Romeu Zema (Novo) teceu fortes críticas à condução da segurança pública no Brasil. Segundo Zema, os problemas do setor ocorrem porque as decisões são tomadas por profissionais como sociólogos e antropólogos, que, em sua visão, não possuem vivência prática no combate à criminalidade. O político defendeu que a gestão desta área deveria ser restrita a profissionais que atuam diretamente na segurança pública.
Além das críticas à gestão, Zema atacou o sistema de audiências de custódia, vigente desde 2015. Para o ex-governador de Minas Gerais, o modelo atual incentiva a criminalidade ao permitir que criminosos detidos esperem o julgamento em liberdade. Ele argumentou que o Brasil precisa de uma mudança estrutural no sistema judiciário para garantir que quem comete crimes permaneça detido.
O pronunciamento também abordou questões locais de Minas Gerais, como a legislação sobre o programa Jovem Aprendiz. Zema afirmou que o formato atual prejudica jovens de cidades pequenas, com menos de 60 mil habitantes, por não terem acesso fácil aos cursos do Sistema S. Ele defendeu uma flexibilização que permita o início da vida profissional mais cedo, fora dos grandes centros urbanos.
No campo das alianças políticas, Zema comentou sobre sua relação com a oposição federal e reiterou que, apesar de críticas pontuais a nomes da direita, manterá seu posicionamento contrário ao Partido dos Trabalhadores em qualquer cenário eleitoral. O ex-governador destacou que sua experiência administrativa no estado fundamenta sua postura política atual. Com informações de G1 Minas Gerais.


