Banco do Brasil movimenta R$ 2,36 bilhões em renegociações de crédito rural em Minas Gerais

O Banco do Brasil anunciou que Minas Gerais já soma R$ 2,36 bilhões em operações de crédito rural em processo de renegociação. O montante é baseado nas diretrizes da Medida Provisória 1.376/2026, desenvolvida para dar suporte a produtores rurais e cooperativas que registraram perdas significativas devido a eventos climáticos adversos e variações de mercado entre as safras de 2019 e 2025. O Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, como polos da agropecuária mineira, estão entre as áreas de maior interesse para o programa.
De acordo com o balanço da instituição financeira, os valores estão divididos em diferentes fases operacionais. Atualmente, R$ 680,57 milhões referem-se a contratos já despachados, enquanto R$ 799,55 milhões estão em fase final de formalização. A maior parcela, totalizando R$ 882,76 milhões, ainda passa por processos de acolhimento e conferência documental nas agências bancárias do estado. O banco ressalta que o volume total representa a esteira de atendimento e não necessariamente desembolsos imediatos.
Para ter acesso às condições especiais de renegociação, o produtor rural deve comprovar os prejuízos sofridos mediante a apresentação de laudos técnicos e documentação comprobatória. A superintendente estadual do Banco do Brasil, Natália Parente, reforça que a regularização não é automática; produtores inadimplentes devem procurar suas agências para avaliar o enquadramento nas regras vigentes e buscar as alternativas de crédito disponíveis.
O prazo final para a formalização das operações, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é o dia 12 de novembro de 2026. A medida é vista como um alívio fundamental para o fluxo de caixa do setor agropecuário regional, permitindo a continuidade das atividades produtivas em cidades que dependem diretamente do campo. Com informações de Regionalzão.


