Déficit de R$ 10 bilhões em Minas Gerais desafia investimentos regionais no PPAG

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais iniciou a revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2024–2027 sob um cenário fiscal preocupante. O Governo do Estado projeta um déficit orçamentário de R$ 10,5 bilhões para 2027, o maior rombo estimado desde 2018. Segundo a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), o crescimento do serviço da dívida com a União e o baixo índice de recursos discricionários limitam a capacidade de novas obras estaduais.
No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o impacto da revisão orçamentária é direto, uma vez que o PPAG define as prioridades de investimento em infraestrutura, segurança e saúde para os próximos anos. Parlamentares buscam alternativas para contornar a crise, como o programa federal Propag, que permite converter parcelas da dívida pública em aportes diretos no estado. A expectativa é que até R$ 4 bilhões possam ser liberados para obras de infraestrutura em diversas regiões mineiras.
A participação popular é considerada fundamental neste processo para garantir que demandas regionais não sejam ignoradas. Nos últimos anos, propostas enviadas pela sociedade resultaram na entrega de tratores agrícolas, modernização de batalhões do Corpo de Bombeiros e criação de delegacias especializadas no interior. Para 2027, o desafio será equilibrar as contas públicas sem paralisar projetos essenciais ao desenvolvimento econômico.
A consulta pública digital para a revisão do plano já está disponível no site da ALMG e segue aberta até o dia 4 de novembro. Além do canal virtual, a comissão de deputados realiza audiências presenciais pelo interior para ouvir as comunidades locais. As decisões tomadas durante este ciclo influenciarão diretamente o repasse de verbas e a execução de políticas públicas em todos os municípios do estado.
Com informações de Regionalzão.



