Política

Pesquisa Quaest indica que 51% culpam Flávio Bolsonaro por sanções dos EUA ao Brasil

·há 1h
Pesquisa Quaest indica que 51% culpam Flávio Bolsonaro por sanções dos EUA ao Brasil
Pesquisa Quaest indica que 51% culpam Flávio Bolsonaro por sanções dos EUA ao Brasil

Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira, revela que a maioria da população brasileira atribui ao senador Flávio Bolsonaro a responsabilidade política pelas recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos. De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados concordam com a tese defendida pelo governo federal de que o parlamentar teria influenciado negativamente a relação comercial com os norte-americanos. Em contrapartida, 30% acreditam que a conduta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi o real motivo para o protecionismo dos EUA.

O estudo aponta um crescimento na narrativa do Planalto, já que, em junho, o índice dos que culpavam o senador era de 47%. A pesquisa também mediu o ceticismo do eleitor quanto ao poder de influência de Flávio Bolsonaro junto à gestão de Donald Trump. O levantamento mostra que 58% dos brasileiros acreditam que o senador não possui força política suficiente para reverter a sobretaxa de 25% aplicada aos produtos nacionais.

No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o tema é acompanhado com atenção, dado o potencial impacto econômico em cadeias produtivas exportadoras que dependem de estabilidade nas relações internacionais. A percepção sobre a viagem de Flávio aos Estados Unidos ainda é limitada, com 57% dos ouvidos afirmando desconhecer o deslocamento do senador para tratar sobre as tarifas diretamente na Casa Branca.

A Quaest também projetou os impactos eleitorais dessa crise diplomática para 2026. Para 42% dos entrevistados, as sanções americanas aumentam as chances de voto no atual presidente Lula, enquanto 27% enxergam que a situação pode favorecer o senador. O levantamento presencial ouviu 2.004 pessoas e possui margem de erro de dois pontos percentuais. Com informações de Regionalzão.