Polícia Civil aplica nova Lei Antifacção pela primeira vez em Araguari após execução

A Polícia Civil de Minas Gerais aplicou, de forma inédita em Araguari, a nova Lei Antifacção federal para indiciar suspeitos de um homicídio ligado à disputa entre organizações criminosas. O caso refere-se ao assassinato de um homem de 27 anos, executado a tiros em maio deste ano na Avenida Miguel Assad Debs, enquanto dirigia acompanhado da esposa e do filho pequeno. Imagens de segurança registraram o momento em que o veículo descontrolado atingiu carros estacionados após o ataque.
Quatro pessoas foram indiciadas por crimes que incluem homicídio qualificado e organização criminosa ultraviolenta. Segundo as investigações coordenadas pelo delegado Felipe Oliveira Monteiro, o crime foi motivado pela disputa de território entre facções rivais na cidade. Com o enquadramento na nova legislação, as penas somadas para os envolvidos podem ultrapassar os 100 anos de reclusão, considerando que apenas o crime de organização criminosa prevê agora até 40 anos de prisão.
Até o momento, três homens estão presos preventivamente e um quarto investigado permanece foragido. A defesa dos indiciados nega a participação dos clientes em facções e contesta a aplicação da nova lei, alegando falta de provas no inquérito. O uso do novo dispositivo legal ocorre em um momento em que Araguari apresenta índices de violência proporcionalmente superiores aos de Uberlândia, motivando reforço no armamento policial estadual.
A Lei Antifacção, em vigor desde março, endurece drasticamente as regras para líderes de organizações criminosas e membros de grupos que utilizam violência extrema. O texto prevê o cumprimento de pena em presídios federais de segurança máxima e mecanismos de bloqueio de bens e criptoativos. O governo de Minas afirma que o investimento em tecnologia e inteligência visa impedir a expansão do crime organizado no Triângulo Norte.
Com informações de G1 Triângulo Mineiro.



