PF aponta uso de beneficiários do Bolsa Família em esquema de tráfico em Uberlândia

A Polícia Federal identificou que ao menos 56 beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, foram utilizados por uma organização criminosa de Uberlândia. Segundo as investigações da Operação Mens Occulta, o grupo liderado por Mario Sergio Nunes, o 'Serjão do PCC', movimentava vultuosas quantias financeiras incompatíveis com o perfil econômico dos envolvidos.
Relatórios de inteligência financeira apontam que os nomes aparecem em transferências bancárias suspeitas ligadas ao núcleo familiar do traficante. Entre os citados está um ex-genro de Mario Sergio, que teria recebido repasses do governo durante a pandemia. A PF destaca que a utilização de pessoas com baixa renda declarada servia para tentar camuflar a origem ilícita dos recursos movimentados.
A organização criminosa mantinha uma estrutura empresarial sofisticada para o transporte de cocaína de outros estados até o Triângulo Mineiro. Uberlândia era utilizada como o principal centro logístico para o recebimento, armazenamento e distribuição dos entorpecentes em fundos falsos de caminhões e carretas.
Em cinco anos, estima-se que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 70 milhões. Durante a operação, foram apreendidos bens de luxo como veículos importados, embarcações e propriedades rurais. As defesas dos citados informaram que acompanham o caso e que aguardam acesso total ao processo, que corre sob sigilo. Com informações de G1 Triângulo Mineiro.



